Trabalho por turnos

A sociedade moderna não pode dispensar o trabalho noturno sob pena de, na maioria das sociedades, a vida considerada normal ser impossível.

Os trabalhadores por turnos, sejam operários da construção, motoristas, médicos ou engenheiros são, na maioria dos casos, sujeitos a um regime de sono que contraria a natureza. Apesar de ter havido uma evolução nos hábitos do sono, o ser humano está como que programado para dormir de noite e ficar acordado de dia. Obedecemos ao chamado relógio biológico que não mais é que um conjunto de centros cerebrais que reduzem ou aumentam determinadas substâncias que por sua vez induzem a sonolência, o sono e o despertar.

Também de uma forma generalizada (variando de pessoa para pessoa ou na fase de vida), usualmente após cerca de 16 horas surge a sonolência, seguida do sono de cerca de 8 horas.  

Infelizmente, nem sempre a sociedade dá a devida importância às possíveis consequências da alteração forçada dos horários do sono. Sabemos através de estudos estatísticos recentes que existe uma maior incidência de patologias nos trabalhadores noturnos, consequência das alterações do “relógio biológico”, nomeadamente aumento da probabilidade de vir a sofrer de problemas cardíacos, AVC, hipertensão e mesmo cancro.

É sabido que usualmente o trabalhador que sai do turno noturno e tenta dormir de seguida, consegue, em média, dormir 4 a 5 horas, mesmo quando se força a ficar na cama as 8 horas.

Estudos demonstram que se o trabalhador for para a cama cerca de 9 horas (8 de sono + tempo de se arranjar e comer algo) antes do início do trabalho, não só dorme melhor como dorme em média mais 2 horas que aquele que vai dormir imediatamente a seguir ao fim do turno. Este esquema aproxima-se mais dos padrões do relógio biológico, diminuindo inclusive os casos de enfartes do miocárdio e AVC.

É importante que o trabalhador respeite não só o sono, mas também os horários para iniciar o mesmo em antecipação ao trabalho.

O sono, mesmo diurno, deve ter quantidade e qualidade. Existindo patologias do foro respiratório, nomeadamente nariz e faringo-laringe, estas devem ser estudadas. Ver Clinica ORL Anselmo Pinto.

Fontes:

Sobre a Insónia

Homem com insónia

Insónia, em termos simples, apresenta-se enquanto há dificuldade em adormecer e/ou manter o sono, ou em dormir o suficiente para restabelecer o organismo.

Os animais adormecem, mantêm o sono e acordam por ordens diretas de centros cerebrais. São inúmeras as situações que podem condicionar essas ordens, seja por anomalias desses centros ou por influência de outros.

O tratamento

Quando alguém se queixa de insónia, a primeira atitude médica deve ser a colheita de uma história pessoal e familiar atual e anterior muito exaustiva. A tentação de satisfazer alguns doentes que vão à consulta na expectativa de encontrarem o tratamento com o comprimido milagroso deve ser substituída pela hipótese de tratamentos sem drogas. 

Compete ao paciente ou ao seu responsável colaborar com o médico, relatando tudo, sem constrangimentos ou juízos de valor. O paciente pode, erradamente, considerar irrelevante para a sua insónia este ou aquele acontecimento, importante noutro contexto.

Existem múltiplas formas medicamentosas de tratamento para a insónia, mas sem dúvida que cada vez mais se aposta na reprogramação do cérebro para que surjam as ordens para um bom sono. A forma de se conseguir essa reprogramação passa por uma boa higiene do sono, acompanhada por tratamentos cognitivo comportamentais, hipnose, entre outros. Em alguns casos poderá ser necessária a ajuda com medicamentos, que devem ser escolhidos com muito cuidado para cada caso e sempre numa perspetiva temporária.

Auto medicação

Está absolutamente proibido: o uso do comprimido do “amigo” ou do “familiar” que usam o mesmo com bons resultados. A auto medicação pode mesmo agravar a situação a médio e/ou a longo prazo. Também está contraindicada a suspensão ou substituição da medicação sem a aprovação do seu médico do sono.

Fale com o seu médico de família ou com um especialista. A Clínica do Sono pode ajudá-lo a tratar a sua insónia em segurança.


O seu sono não é reparador?

Faça o teste do sono


Entre em contacto connosco

Temos profissionais habilitados para o(a) ajudar.


Dormir é uma perda de tempo?

# Nada na natureza acontece por acaso # Dormir não é uma perda de tempo # Tão-pouco um luxo

Nada na natureza acontece por acaso

Ainda que haja alguma controvérsia sobre o assunto, não se provou a existência de animais que não durmam. Todos os estudados dormem, nem que seja por segundos ou apenas com parte do cérebro.

Não há um padrão fechado para a quantidade e qualidade do sono necessárias. Não existe um padrão para todos os humanos e nem sequer é obrigatório ser sempre o mesmo padrão para cada pessoa. 

Com o passar dos milénios, o ser humano também evoluiu, positivamente em alguns aspetos e negativamente noutros. 

Há mais de 12 000 anos, os humanos dormiam ao relento e em montes de palha, com todos os problemas decorrentes. Os períodos de sono, longe de serem padronizados, se modificaram ao longo dos tempos e nas diferentes sociedades. 

Dormir não é uma perda de tempo.

Nos nossos dias, é tido como ‘normal’ fazer turnos e não dormir durante a noite; assim como acordar uma criança às 7:00h (ou mais cedo), porque tem de ir para a escola. E como civilizados(?) que somos, aceitamos que essas mesmas crianças possam usar os mesmos aparelhos eletrónicos roubando várias horas à hora de ir para a cama, esquecendo-nos que já foram roubadas outras várias horas de sono no despertar.

Na Idade Média, era aceite como normal dormir em dois períodos, com um intervalo de algumas horas. Isso não causava stress ou angústia, sendo este intervalo usado para tarefas como orar, fazer sexo ou outras atividades.

Nos nossos dias

O aparecimento da luz artificial e todo o avanço tecnológico que surge a uma velocidade vertiginosa faz com que nos esqueçamos que o nosso organismo não consegue adaptar-se com a mesma velocidade 

Atendendo ao que atualmente sabemos sobre os efeitos nefastos relacionados com um mau dormir, em quantidade e/ou em qualidade, devemos tentar connosco. e principalmente com as crianças e jovens. respeitar o período do sono.



Entre em contacto connosco

Temos profissionais habilitados para o(a) ajudar.


Movimentos dos membros durante o sono

O meu filho/a meu companheiro/a mexe muito as pernas durante a noite

Qual a importância  desta ocorrência?

Perturbação dos Movimentos Periódicos dos Membros (MPM)

Consiste em movimentos repetitivos (20 em 20 ou 40 em 40 segundos) e com um certo ritmo. Ocorre exclusivamente durante o sono podendo causar um sono de má qualidade. 

Difere de uma perturbação do movimento Síndroma das Pernas Inquietas (SPI), no qual a pessoa tem como que uma necessidade urgente e irresistível de mexer as pernas e/ou os membros superiores. Ocorre de dia e a maioria (mais de 75%) dos pacientes com SPI têm MPM. Mas o contrário não ocorre.

Estas situações podem ser uma doença per si (primário), ou ser consequência de outras patologias, como deficiência de ferro, apneia do sono, diabetes, lesões na coluna, narcolepsia, anemia, uso ou suspensão brusca de determinados medicamentos. 

Diagnóstico

Na maioria dos casos o paciente não se apercebe destes movimentos periódicos. O especialista em Medicina do Sono pode suspeitar desta perturbação uma vez que está usualmente associada a um sono não reparador. O único exame passível de comprovar a situação é o estudo do sono, a Polissonografia (PSG). 

O medico terá sempre de avaliar o paciente como um todo e em particular o sono. Terá assim de colher uma história clínica completa, poderá pedir análises ao sangue (ferro, acido fólico, B12, tiróide, magnésio, glicemia) e realizar uma Polissonografia.

Tratamento 

Apesar de não ser um problema grave deve ser tratado pois uma das consequências é a perturbação do sono.

Evitar antidepressivos (discutir o caso com o médico), chocolates, café, alguns chás.

MPM /SPI primário – utilizam-se medicamentos que atuam no mecanismo nervoso relacionado com as contrações musculares. O médico terá de avaliar o sono e outros parâmetros.

Não há um tratamento de cura para estas patologias, antes um tratamento sintomático. 

Nos  casos de MPM  e ou SPI causados por outras patologias, é crucial o tratamento dessas patologias em causa

Fontes de informação 

Teste o seu sono

Perturbações da fala e o sono

Os problemas respiratórios durante o sono, como por exemplo apneia obstrutiva do sono, podem levar no adulto e na criança, a uma anomalia na execução de movimentos delicados apesar das capacidades físicas estarem intactas. Uma das anomalias pode registar-se na fala.

Quando se avalia clinicamente uma criança ou um adulto, é sempre importante pesquisar alterações do sono. 

O sono influencia todas as atividades físicas e psíquicas do ser humano e em todas as idades.  

Fonte: Mackenzie C GambleFumi KatsukiJohn G McCoyRobert E StreckerJames T McKenna. Sleep, zsz241, https://doi.org/10.1093/sleep/zsz241
Published: 09 October 2019

Teste o seu sono

Subscreva a nossa newsletter

Coloque aqui a sua questão ou pedido de informação

Marque já a sua consulta