Insónias


1. O que significa ter INSÓNIAS?

2. Classificação de insónias

3. Quando nos devemos preocupar e o que fazer

4. O que não fazer?

5. Diagnóstico

6. Consequências das insónias

7. Tratamento

8. Resultados

Insónias Dr. Anselmo Pinto
Artigo sobre Diagnóstico e Tratamento de Insónias

O que significa ter INSÓNIAS?

Toda a situação em que a pessoa refere que dorme mal mesmo tendo oportunidade de dormir bem.

Pode traduzir-se por dormir pouco, dificuldade em adormecer, acordar muito cedo, acordar muitas vezes de noite ou mesmo sentir, pela manhã, que não foi um sono restaurador.

É sempre importante tentar tratar logo no inicio a origem do problema. As causas de uma insónia quando pesquisadas cedo  são, usualmente, de mais simples tratamento  e melhores  resultados.

São raras as pessoas que pelo menos uma vez não tiveram um episódio de insónia.

Classificação das insónias

  • Agudas – ocorrem esporadicamente sem um carácter de repetição
  • Crónicas – ocorrem mais de 3 dias semanas x 8 meses  (nem todos consideram este padrão )
  • Primárias – por si só o mal dormir é uma perturbação autónoma
  • Secundárias – as mais frequents. Usualmente há um ou mais acontecimentos que são os precipitantes da insónia; muitas vezes estes fatores mantem-se e perpetuam a insónia

Quando nos devemos preocupar

Sempre que ao fim de uns 3 -4 dias mantemos a sensação de que estamos a dormir mal, dormir pouco, dormir insuficiente, cansaço diurno sem razão aparentes, sonolência diurna , devemos prestar atenção ao nosso sono

Após alguns dias com queixas de mal dormir deve consultar  centro que estude diagnostique e trate perturbações do sono. 

O que não se deve fazer

Desprezar os sinais de alerta,  auto medicação, medicação aconselhada por alguém não habilitado

Tratar só sintomas  é  um erro grave, senão houver um diagnostico, podendo mesmo  ter consequências mais graves que a própria perturbação.

Diagnóstico

Quando falamos em insónia como patologia autónoma pressupõe-se que a pessoa em estudo tem a possibilidade de ter um sono normal, exclui-se , situações como horários profissionais ou de lazer  ou familiares, uso de medicamentos ; deverá também ser despistadas situações que causam sintomas de insónia como seja a apneia obstrutiva sono, narcolepsia, desordens do relógio biológico

Para ser considerada como insónia a perturbação causará ao paciente preocupação, dificuldades no bom exercício das suas funções familiares, profissionais, académicas  ou qualquer outra.

  • Toda a situação em  que ocorre uma queixa de :
  1. Sensação de mal dormir
  2. Sono não reparador
  3. Sono fragmentado com dificuldade em reiniciar o sono
  4. Sono curto
  5. Dificuldade em adormecer
  6. Acordar muito cedo
  • Em termos de frequência  deverá ocorrer pelo menos 3 x por semana x  3 meses
  • Devemos distinguir a insónia primária com a insónia secundária; esta consequência de outras patologias físicas e ou mentais  que muitas vezes ocorrem em simultâneo e que devem ser tratadas em simultâneo como seja a ansiedade, depressão, uso de drogas ou medicamentos .
  • Despiste de uso de:
  1. Medicamentos – corticoides estimulantes, pseudoefedrina,
  2. Automedicação
  3.  ou outras como: tabaco, álcool, drogas.
  • Existem patologias muitas vezes associadas a insónia como:
  1. Patologia renal,
  2. Diabetes.
  3. Patologias musculares
  4. Distúrbios  hormonais
  5. Gastrointestinais
  6. Hipertiroidismo
  • Quadro Clínico

Insónia podem  ser causa de uma má qualidade de vida seja profissional, familiar e ou social.

Consequências da insónia

  • Cansaço diurno  excessivo para a atividades usuais
  • Dificuldade no pensamento
  • Dificuldade concentração
  • Irritabilidade.
  • Desmotivação
  • Agravamento de doenças físicas, psíquicas
  • Uso e abuso de medicamentos drogas

A insónia está  m.v. associada á

  • Hipertensão
  • Ansiedade
  • Depressões
  • Diabetes
  • Perturbações endócrinas
  • Artrite
  • Disfunções cardíacas

Fatores de risco

  • Stress
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Maus hábitos de sono
  • Mal adaptação trabalho por turnos
  • Fatores perpétuantes
  • Medicação
  • Patologias cardíacas , respiratórias , endócrinas, renais, músculo esqueléticas, gastrointestinais neurológicas ,dores crónicas

Prevalência sexo e idade

  • Mias frequente nas  mulheres  relacionadas com variações hormonais, gravidez,  preocupação com sono dos filhos.
  • Mais frequente nos idosos  na reforma por, sonos diurnos, surgimento de outras doenças,  medicações, alteração normal  do ciclo circadiano com  despertar mais cedo

De notar que algumas estas situações podem ser consequência ou causa da insónia.

Tratamento da insónia

  • Considerações gerais

Dormir ocorre porque  há uma interação entre o mente , corpo e cérebro criando  as condições para iniciar manter ou  finalizar o sono. Em situações normais estes três elementos têm de estar em sintonia ; se estivermos  ansiosos , deprimidos, stressados, preocupados, com frio ou excesso de calor, mau ambiente  do local de dormir, dores, uso substâncias  que influenciem o sono  então   poderá ocorrer  ter dificuldade em iniciar manter ou finalizar um bom sono.
Assim sendo, quando  depois de excluirmos perturbações passiveis de causar ou agravar uma situação de mau dormir,  insónia,  teremos de dar inicio ao tratamento.
Está absolutamente contra indicado  a automedicação,  a medicação visando exclusivamente o sintoma ou medicação sem um diagnostico preciso . Qualquer uma destas  contraindicações podem agravar ou mesmo perpetuar uma insónia.
Devemos sempre dar preferência em atuarmos sem medicamentos  e se o fizermos com medicamentos o mais específicos possíveis para o tipo de insónia em causa  , com  menos efeitos laterais e em doses mínimas.

  • Tratamentos não médicos  
  • Criar um bom ambiente profissional familiar e ou social
  • Tratar todas as situações psíquicas negativas
  • Ter uma boa higiene de sono
  • Usar a cama só para dormir
  • Se sexo antes do sono  o despertar evitar no quarto
  • Não forçar o sono se não surge espontaneamente.
  • Bom ambiente de quarto em temperatura luz e barulho
  • Fazer exercício físico
  • Evitar todo o tipo de estimulantes
  • Não ver as horas quando acorda á noite ou está a adormecer
  • Psicoterapia

A psicoterapia tem  provado ser mais duradoira e eficaz e com menos efeitos colaterais do que os medicamentos. Deve ser usada por pessoal treinado na área do sono envolve técnicas de :

  • Terapia cognitiva comportamental
  • Restrição controlada do sono
  • Controlo de estímulos
  • Sessões de relaxamento
  • Hipnoterapia
  • Terapia com medicamentos

Como ultimo recurso o uso de medicamentos tem de levar em conta os antecedentes do paciente, patologias associadas assim como o tipo de insónia em causa.

  • Hipnóticos  CURTA DURAÇÃO DE TRATAMENTO
  • Agonista dos receptores BENZODIAZEPINAS  (ARBz)
  • Agonista  dos receptores benzodiazepinas  mas sem estrutura benzodiazepinas. (nARBz)
  • Agonista dos receptores M1/M2 da MELATONINA.
  • Antagonista dos receptores da  OREXINA
  • Hipnóticos de LONGA DURAÇÃO DE TRATAMENTO
  • ESZOPICLONE ( nARBz) eficaz aumento latência e  fragmentação de sono.
  • ZOLPIDEM- controla  latência do sono ZOLPIDEM  ER- para latência do sono e manter o sono
  • RAMELTEON receptor da melatonina – eficaz no adormecer. Sem efeito de habituação
  • Resultados

O paciente após inicio do tratamento deve ser acompanhado principalmente nas primeiras semanas para avaliação do sucesso da terapia. Por vezes os medicamentos só causam efeitos laterais passados uns dias ou semanas Deve o paciente ser sempre avisado que a medicação em principio é temporária

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geral.umce@gmail.com

Clinica do Sono Dr. Anselmo Pinto, 2017

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